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Liderança feminina no agro, aprendizados que podem ser compartilhados

liderança feminina no agro

Em meados dos anos 90, escolhi cursar agronomia na faculdade. Uma graduação nada típica para uma garota naquela época, mas me recordo ouvir, com entusiasmo que agronomia continua a ser a profissão do futuro, mas jamais imaginei, talvez pelo cenário, que seria uma carreira com tantas mulheres na liderança. Sorte a minha ter me dedicado nesta linda profissão desde então, de corpo e alma, ignorando a estatística da época.

De lá para cá, nós mulheres crescemos em representatividade no agronegócio. Somos representadas seja por administradoras, gestoras, coordenadoras, engenheiras agrônomas, técnicas de campo, gerente de fazenda, pecuaristas, operadoras de máquinas e, em maior número quem diria, por produtoras.

O IBGE apresentou que 37,7% dos cargos de liderança no Brasil são ocupados por mulheres. Porém, a participação da liderança feminina do agro na administração das empresas é de apenas 19%. Em contrapartida, a Associação Brasileira do Agronegócio trouxe que 31% das propriedades rurais brasileiras já estão sob responsabilidade de mulheres.

A graduação trouxe toda capacidade teórica que me ajudou enormemente no início da carreira, mas foi preciso muita “mão na massa” para fazer acontecer na prática, seja no aspecto de mercado, seja no desenvolvimento de atividades e habilidades que me capacitassem para movimentos e reconhecimentos em minha carreira corporativa. E neste sentido, nunca existiu entressafra, sendo fundamental o aprendizado constante. Tendo a certeza de que com os anos absorvemos com mais qualidade nossas experiências, compreendi que a tarefa mais difícil foi aprender a ser líder, seja observando bons líderes que trabalhei, seja com meus erros e acertos. Reconhecer minhas vulnerabilidades e pontos de melhoria foram os principais nutrientes até aqui.

Alguns destes nutrientes compartilho abaixo:

1- Seja excelente

Naquilo que faz ou se propõe a fazer. Busque ser referência na sua área, saia da sua zona de conforto e incorpore a sua vida o life long learning, pois o mundo muda rápido e estar atualizado é e continuará sendo vantagem competitiva e inspiração para todos ao seu redor. Não limite seu intelecto a sua formação acadêmica.

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2- Desenvolva uma comunicação leve, mas eficiente

É papel fundamental da liderança, mas é uma das maiores deficiência entre os líderes. Quando bem colocada quebra os silos, fortifica o clima organizacional, incentiva o engajamento e traz impacto financeiro positivo.

3- Desbrave as barreiras do gênero

Seja você, assuma seu lugar no negócio, na empresa, no campo sem estereótipos ou preconceitos de qualquer forma. Não tolere comentários enviesados, se posicionem. Todo interlocutor que não entenda que o lugar de mulher é onde ela quiser estar, precisa ser reforçado sobre isso. Crie seus próprios caminhos, pois o mundo se atualiza e a nossa imagem como mulher também!

4- Tenha um ou uma Mentora

Escolha alguém que te inspire não só pela carreira, mas pela jornada como ser humano. Essa é uma rede de apoio e nela temos a certeza de que sozinhos seria muito mais difícil seguiremos em frente. Lembre todo mentor também já foi mentorado.Por fim…

5- lute por diversidade & inclusão

Crie ambientes cada vez mais modernos, criativos e inovadores.

Conclusão

Não há fronteiras agrícolas quando falamos da atuação de nós mulheres neste grande mercado agrícola. Somos e seremos cada vez mais responsáveis por conduzir essa importante locomotiva que é o nosso setor. Desafios virão e, não tenho dúvida, que estaremos prontas para liderarmos qualquer cargo dentro ou fora do setor.

Escrito por: Graciela Mognol

Graciela é Diretora de Marketing da Basf, possui mais de 23 anos de experiência no setor, é agrônoma e professora associada da Cumbre.

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